Domingo, 19 de Dezembro de 2010

Arrisca um Natal diferente


Se estás cansado do ‘vazio dos dias’, do ‘cheio de coisas’, das ‘correrias sem sentido’, de ‘re-encaminhar sms’, de comprar… porque todos compram, de oferecer… porque todos oferecem! Arrisca um Natal diferente.

Voltemos à história… Por volta do ano 6/7 antes do ano zero… um casal jovem chega à cidade de Jerusalém. Era altura de um recenseamento. Havia muita gente na cidade, muitas pessoas nas ruas e as casas estavam todas cheias. Perante esta dificuldade, José e Maria dirigiram-se a uma cidade próxima - Belém. Nessa cidade (que quer dizer ‘casa do pão’) bateram à porta de alguns familiares. Todavia, também essa casa tinha muita gente e não havia lugar para eles na sala (a palavra grega é ‘katáluma’ que pode traduzir também ‘hospedaria’). Por esta razão, Maria acabou por ter o seu Filho numa manjedoura/estábulo (que em latim se diz ‘praesepio’) - uma parte anexa da casa (Lc. 2, 7).

Faz sentido continuar a (re)contar (e a celebrar) este acontecimento porque cerca de dois mil e dezasseis anos depois a história continua a acontecer de modo muito semelhante: não temos lugar para o Eterno na nossa vida cheia de coisas e não há tempo para ‘nascimentos’ porque andamos ocupados com o que ‘pensamos’ ser mais importante.

Quando não paramos… a vida não acontece (plenamente). Quando andamos muito ocupados não temos espaço (suficiente) para aqueles que mais amamos. Quando temos a casa demasiado cheia não temos lugar para os ‘últimos’… e o Eterno continua a nascer… mas (tal como no passado) num ‘anexo’ qualquer

Mas este Natal pode ser diferente… Deixa que aconteça no centro da tua vida… Talvez com menos pessoas, talvez com menos dinheiro, talvez com menos comida, talvez com menos ruído… talvez com menos prendas.

Este ano pode ser Natal (na tua vida)… abre a tua porta, experimenta a alegria de um (re)nascimento… Não tenhas medo nem arranjes (mais) desculpas! Perde a vergonha, toma decisões corajosas e faz a diferença (por ti, por aqueles que mais amas e… por este país).

Deixa Deus entrar na tua própria casa. Mas não o deixes pendurado numa janela, nem esquecido num canto da casa reserva-lhe o centro.

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